DICAS DE VIAGEM PELO MUNDO

Direitos dos Passageiros Aéreos: O Que Muda com as Novas Regras e Decisões na Aviação Brasileira

Compartilhe:

Nos últimos meses, os direitos dos passageiros aéreos entraram no centro das discussões no Brasil, com mudanças que podem impactar diretamente quem ama viajar.

Se você é daqueles viajantes que já se estressou com um voo atrasado, cancelado ou até mesmo precisou correr atrás de indenização depois de passar horas no aeroporto, este post foi feito para você.

Nos últimos meses, o Brasil viveu um momento histórico no universo da aviação, com propostas regulatórias e decisões do Supremo Tribunal Federal que podem impactar diretamente quem pega um avião com frequência.

Aqui, vamos destrinchar essas mudanças com uma linguagem simples, prática e útil, afinal, ninguém quer dor de cabeça numa viagem, né?

direitos dos passageiros aéreos

Por que esse tema está em alta?

Você já deve ter ouvido falar daquela história de que o Brasil tem um dos maiores índices de processos contra companhias aéreas do mundo, e que isso poderia estar deixando as passagens mais caras. Pois bem: essa discussão deixou de ser algo apenas entre advogados e entrou no radar de viajantes como você.

Só para ter uma ideia:

  • O Brasil responde por uma porcentagem desproporcional de processos judiciais no setor aéreo global, sobretudo envolvendo atrasos e cancelamentos de voos — isso gera insegurança jurídica e custos extras que acabam “replicados” no preço dos bilhetes.
  • As decisões judiciais sobre indenização também são bastante diferentes entre si, dependendo do juiz ou tribunal que analisa o caso — o que gera incerteza para passageiros e companhias aéreas.

Com isso, o governo federal, o Agência Nacional de Aviação Civil e o STF começaram a articular mudanças importantes — e que podem afetar diretamente você, viajante. Vamos por partes.

Nova plataforma do governo: O que é e como ajuda você

Uma das principais medidas recentes foi o lançamento de uma nova plataforma chamada InfoVoo. 🚀
Mas o que isso significa? Em termos simples:

✔️ É uma ferramenta que reúne dados técnicos e operacionais sobre voos (partidas, chegadas, horários, condições climáticas, registros operacionais etc.).
✔️ Esses dados ficam disponíveis para juízes e servidores autorizados, permitindo decisões mais rápidas e precisas em processos sobre atrasos e cancelamentos.

Mas isso ajuda realmente você, passageiro?

Sim, e por duas principais razões:

1. Decisões mais rápidas e claras
Quando um juiz tem acesso direto a informações técnicas do voo, a chance de decisões mais justas e com menos burocracia aumenta — tanto para quem precisa de indenização quanto para quem está do outro lado da operação.

2. Menos litígios repetitivos
Com menos processos judiciais repetidos ou sem base técnica, o sistema fica mais leve e previsível — o que ajuda a reduzir custos para as empresas aéreas. Menos custos = potencial para passagens mais baratas no futuro.

Essa plataforma foi lançada em parceria da ANAC com o Conselho Nacional de Justiça e o Ministério de Portos e Aeroportos e promete dar mais segurança jurídica a todo o setor.

Judicialização em queda — O que isso quer dizer?

Você já parou para pensar que cada vez que alguém entra com um processo na Justiça por um atraso de voo, isso envolve tempo, dinheiro e energia, não só para quem processa, mas também para as companhias e para o próprio sistema judicial?

Pois esse foi um dos motivos que levaram o STF a agir sobre os direitos dos passageiros aéreos.

O que o STF decidiu

Em novembro de 2025, o ministro Dias Toffoli determinou a suspensão nacional de todos os processos judiciais que tratam de indenização por atrasos ou cancelamentos de voos provocados por situações de “força maior”, como condições climáticas adversas ou fechamento de pista.

Essa suspensão vale para ações em tramitação em qualquer instância da Justiça, e permanecerá até que o STF decida, de forma definitiva, qual lei deve ser aplicada nesses casos — se o Código Brasileiro de Aeronáutica ou o Código de Defesa do Consumidor.

O que isso significa para você

Mais clareza sobre quando você tem direito à indenização
Hoje, não existe uma regra uniforme: alguns juízes aplicam uma legislação, outros aplicam outra — e isso cria divergência nas decisões. A expectativa é que, com a decisão final do STF, passageiros e empresas saibam com mais precisão quais situações geram indenização.

Suspensão dos processos até que isso seja definido
Isso não significa que seus direitos estão cancelados. Significa que os processos que estão em curso aguardam essa definição para serem analisados de forma mais padronizada.

Possível redução de ações judiciais repetitivas
Com uma regra mais clara, muitos casos poderão ser resolvidos sem a necessidade de ir à Justiça, através de acordos ou sistemas administrados pelas próprias companhias aéreas.

O papel da revisão da resolução 400

Outro ponto importante que está sendo discutido é a atualização da Resolução 400 — o conjunto de regras que define a relação entre passageiros e empresas aéreas no Brasil.

Essa revisão quer deixar mais claras as hipóteses em que a companhia aérea é responsável e quando eventos como clima ou força maior estão fora do controle dela.

👉 Por exemplo:

  • Se seu voo atrasa por causa de mau tempo, isso pode ser considerado “força maior”.
  • Se o atraso for causado por falha operacional da empresa, aí sim há responsabilidade de indenizar ou prestar assistência.

De forma geral, a ideia é separar com mais precisão situações que geram direito a indenização daquelas em que a companhia cumpre seus deveres básicos de assistência (comunicação, alimentação, hospedagem etc.) sem necessariamente gerar indenização automática.

O que pode mudar para o passageiro

  • Decisões mais rápidas e menos burocráticas nos tribunais
    Com base em dados reais e objetivos dos voos — graças à plataforma InfoVoo.
  • Mais segurança jurídica para todos os envolvidos
    Quando as regras estão claras, diminui a chance de decisões contraditórias.
  • Possibilidade de redução de litígios repetitivos e custos para empresas
    Isso pode contribuir para preços de passagens mais competitivos no longo prazo.
  • Maior previsibilidade na hora de viajar
    Se houver definição clara de quando uma indenização é devida, fica mais fácil para você saber exatamente o que esperar antes de comprar o bilhete.
  • Possibilidade de mais opções de voos e conexões
    Menos insegurança jurídica pode atrair mais empresas internacionais para operar no Brasil, o que pode aumentar a concorrência e gerar mais ofertas.

Considerações finais

Viajar deve ser sinônimo de aventura, descoberta e prazer — não de dor de cabeça jurídica. As recentes mudanças no cenário da aviação civil brasileira surgem justamente com o objetivo de trazer mais clareza, equilíbrio e previsibilidade tanto para passageiros quanto para as companhias aéreas.

Embora ainda existam muitas decisões e leis em discussão, o movimento em direção a um sistema mais equilibrado é positivo. Para você, viajante, isso pode significar:

  • mais transparência nos seus direitos;
  • menos ações judiciais desnecessárias;
  • potencial de passagens mais baratas;
  • e decisões judiciais mais justas quando houver necessidade.

Veja também

*Planeje sua viagem:

- Encontre passagens pela Vai de Promo
- Encontre onde ficar com a Booking.com
- Reserve seus passeios com a Get your Guide
- Faça seu seguro viagem com a Seguros Promo
- Já saia com internet no celular com os e-Sim Airalo
- Faça um cartão Wise, a melhor forma de levar dinheiro para o exterior

* Usando os sites parceiros, nós recebemos uma pequena comissão, mas você não paga nada a mais por isso e ainda ajuda a manter o blog sempre atualizado!

Gostou? Compartilhe:

Picture of Paula e Roger

Paula e Roger

Um casal que ama viajar e resolveu compartilhar o mundo pela internet.

Quem Somos

Comente o artigo

Deixe um comentário