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Como acionar o seguro viagem: 10 dúvidas comuns e o que fazer em cada situação

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Como acionar o seguro viagem? Posso ir direto ao hospital? Preciso pagar a consulta? E se eu já tiver pago uma despesa? O que preciso guardar para pedir reembolso?

Essas são algumas das situações que aparecem com frequência nos canais de atendimento das empresas que trabalham com seguros de viagem. Antes, leia Como Escolher o Melhor Seguro Viagem para não cometer erros na hora de escolher seu seguro.

Contratar um seguro viagem costuma entrar naquela lista de coisas que a gente resolve antes de embarcar e depois esquece. A apólice fica salva no celular, o e-mail de confirmação é arquivado e pronto: assunto encerrado.

Até o dia em que alguma coisa acontece.

Uma consulta médica, uma compra de medicamento, uma bagagem que não aparece na esteira ou uma despesa inesperada podem trazer uma série de dúvidas justamente quando o viajante menos quer perder tempo tentando descobrir procedimentos.

O Seguros Promo, plataforma brasileira de comparação de seguros de viagem, reuniu recentemente dúvidas recorrentes de seus clientes sobre o uso da assistência durante uma viagem. A partir dessas questões, vale transformar o assunto em algo ainda mais útil: um passo a passo para entender o que fazer quando o seguro precisa realmente ser utilizado.

É importante lembrar que as regras variam de acordo com a seguradora, o plano contratado e as condições da apólice. A própria SUSEP explica que o seguro viagem cobre situações relacionadas à viagem conforme as condições contratadas, incluindo, por exemplo, despesas médicas, hospitalares e odontológicas e determinadas coberturas relacionadas à bagagem.

Por isso, as orientações abaixo servem como referência geral e não substituem a leitura da apólice.

acionar seguro viagem

1. Como acionar o seguro viagem em uma emergência?

Quando acontece uma emergência durante a viagem, a primeira providência, sempre que as condições permitirem, é entrar em contato com a central de assistência da seguradora responsável pelo plano.

O número de telefone, WhatsApp, aplicativo ou outros canais disponíveis devem estar indicados na apólice ou nos documentos enviados após a contratação.

Essa informação parece básica, mas é justamente uma das coisas que vale deixar preparada antes de viajar. Não é uma boa ideia depender de uma busca no e-mail enquanto você está em outro país, sem internet ou lidando com uma situação de emergência.

Uma providência simples é salvar no celular:

  • nome da seguradora;
  • número da central de assistência;
  • número da apólice;
  • período de validade do seguro;
  • informações do plano contratado.

Também vale manter uma cópia da apólice acessível offline.

Em uma situação emergencial na qual não seja possível falar com a seguradora antes, a prioridade deve ser buscar atendimento médico. Depois, assim que possível, comunique a ocorrência à empresa e siga as orientações recebidas.

2. Preciso falar com a seguradora antes de procurar um hospital?

Sempre que possível, sim.

Esse contato prévio pode ser importante porque a seguradora consegue orientar o viajante sobre onde procurar atendimento e quais procedimentos devem ser seguidos.

Em vez de simplesmente procurar qualquer hospital, o viajante pode receber indicação de uma unidade ou profissional da rede de atendimento relacionada ao plano.

Isso também ajuda a evitar uma situação bastante desagradável: pagar uma despesa por conta própria e descobrir posteriormente que aquele procedimento não seguia as regras previstas na apólice.

Mas existe uma exceção óbvia: uma emergência em que não seja possível fazer esse contato antes.

Nesse caso, a prioridade é receber atendimento. Depois, entre em contato com a seguradora o quanto antes para informar o ocorrido e descobrir quais documentos serão necessários.

A cobertura de despesas médicas em viagem, segundo a SUSEP, está vinculada às condições contratadas e, entre outras situações previstas, pode envolver tratamento decorrente de acidente pessoal ou enfermidade súbita e aguda durante a viagem.

3. Posso escolher qualquer hospital ou médico?

Essa é uma daquelas perguntas para as quais a resposta é: depende do plano e da situação.

O ideal é não presumir que qualquer médico, clínica ou hospital será automaticamente aceito pelo seguro.

Ao acionar a assistência, explique o que aconteceu e siga a orientação recebida. A seguradora poderá indicar onde o atendimento deve ser realizado de acordo com a cobertura contratada e a estrutura disponível no destino.

Esse cuidado é especialmente importante quando o viajante está em outro país e não conhece o sistema de saúde local.

Também vale lembrar que seguro viagem não significa necessariamente que o viajante poderá escolher livremente qualquer serviço e depois simplesmente apresentar a conta para receber o dinheiro de volta. O funcionamento depende das condições contratadas.

Por isso, antes de viajar, leia pelo menos as principais coberturas, limites e exclusões do seu plano.

4. E se eu precisar comprar um medicamento durante a viagem?

Uma ida à farmácia no exterior pode parecer uma situação simples, mas também exige atenção.

A cobertura relacionada à compra de medicamentos depende das regras do plano. Em determinadas situações, pode haver previsão de reembolso quando o medicamento for necessário em decorrência de um atendimento coberto.

Por outro lado, isso não significa que medicamentos de uso contínuo ou tratamentos habituais estejam automaticamente incluídos.

Se houver necessidade de comprar um medicamento relacionado a um atendimento durante a viagem, siga as instruções da seguradora e do médico responsável.

E aqui existe uma regra prática que vale para praticamente qualquer despesa relacionada ao seguro: guarde os documentos.

Tenha em mãos:

  • receita ou prescrição médica;
  • nota fiscal;
  • recibo, quando houver;
  • documentos do atendimento;
  • comprovante de pagamento.

Sem esses documentos, comprovar a despesa posteriormente pode ser muito mais complicado.

5. Minha bagagem foi extraviada. O que devo fazer?

Bagagem extraviada é outra situação em que o viajante precisa agir rapidamente.

Se a mala não aparecer na esteira, não saia simplesmente do aeroporto pensando em resolver o problema depois. Procure imediatamente o atendimento da companhia aérea e registre a ocorrência.

A ANAC orienta que, em caso de extravio, o passageiro procure a empresa aérea preferencialmente ainda na área de desembarque e apresente o comprovante de despacho da bagagem.

No material da companhia aérea, você deverá obter o registro formal da ocorrência. Dependendo da empresa e do país, o documento pode aparecer com nomes diferentes, como PIR ou RIB.

Guarde esse documento.

Ele poderá ser necessário não apenas para tratar do problema diretamente com a companhia aérea, mas também para comprovar a ocorrência perante a seguradora, caso exista cobertura para aquela situação.

Também é importante guardar o comprovante de despacho da mala, cartão de embarque e eventuais comprovantes de gastos relacionados ao problema.

Um detalhe importante: seguro viagem e responsabilidade da companhia aérea são questões que podem coexistir. O passageiro não deve deixar de registrar a ocorrência com a companhia aérea simplesmente porque possui seguro.

6. Quais documentos devo guardar?

Essa talvez seja uma das perguntas mais importantes de toda a lista.

Quando alguma coisa acontece durante a viagem, o melhor é guardar tudo o que possa comprovar a ocorrência e os gastos relacionados a ela.

Dependendo do caso, podem ser necessários:

  • apólice do seguro;
  • número da assistência;
  • receitas médicas;
  • laudos;
  • relatórios de atendimento;
  • notas fiscais;
  • recibos;
  • comprovantes de pagamento;
  • documentos da companhia aérea;
  • comprovante de despacho de bagagem;
  • registro de extravio ou dano;
  • outros documentos solicitados pela seguradora.

Uma dica prática é criar uma pasta no celular chamada “Seguro viagem” antes do embarque.

Coloque nela a apólice e os contatos da seguradora. Durante a viagem, se ocorrer algum problema, vá acrescentando fotos ou PDFs dos documentos relacionados à ocorrência.

Se possível, mantenha também uma cópia em nuvem.

7. Como funciona o reembolso de uma despesa médica?

O reembolso não funciona necessariamente da mesma maneira em todos os seguros.

Quando a apólice prevê essa possibilidade, o viajante normalmente precisa apresentar a documentação exigida para comprovar o atendimento e o valor desembolsado.

É aí que entram novamente os recibos, notas fiscais, relatórios médicos e comprovantes de pagamento.

A SUSEP destaca que o seguro viagem pode envolver pagamento de indenização, reembolso ou prestação de serviços, conforme os riscos cobertos e as condições contratuais.

Portanto, não basta olhar apenas o nome da cobertura.

É preciso verificar como aquela cobertura funciona, qual é o limite e quais são os procedimentos para utilizá-la.

Esse é um ponto importante na hora de comparar seguros: duas apólices podem oferecer uma cobertura com nome semelhante, mas apresentar condições diferentes.

8. Posso acionar o seguro depois de já ter pago uma despesa?

Pode acontecer, mas isso não significa que qualquer despesa paga pelo viajante será automaticamente reembolsada.

Sempre que houver possibilidade, entre em contato com a seguradora antes de realizar a despesa.

Dessa maneira, você poderá saber se deve procurar determinado estabelecimento, se existe uma rede indicada, se é necessário obter autorização ou quais documentos deverão ser apresentados.

Se a situação for urgente e não houver possibilidade de contato prévio, resolva a emergência e, depois, comunique a seguradora.

Nesse caso, guarde absolutamente tudo relacionado à ocorrência.

O ponto principal é não assumir que “eu tenho seguro, então depois eles pagam”. O reembolso depende da cobertura, das condições da apólice, dos limites estabelecidos e do cumprimento dos procedimentos previstos.

9. Como saber se o problema está coberto pelo seguro?

Essa resposta deveria estar parcialmente definida antes mesmo do embarque.

A cobertura depende do plano contratado e das respectivas condições. Existem limites, exclusões, franquias ou procedimentos específicos que podem mudar de um produto para outro.

Por isso, não basta escolher um seguro apenas pelo preço. Antes da viagem, confira especialmente:

Cobertura médica: qual é o limite contratado e em quais situações pode ser utilizada?

Bagagem: existe cobertura para extravio, dano ou outras ocorrências? Quais são os limites?

Medicamentos: em quais circunstâncias podem ser reembolsados?

Reembolso: quando ele é permitido e quais documentos são exigidos?

Exclusões: quais situações não estão cobertas?

Assistência: qual é o canal de contato e como funciona o atendimento?

A ideia não é decorar as condições gerais do seguro. É entender o básico para não descobrir as regras somente quando precisar delas.

10. Devo procurar o Seguros Promo ou a seguradora?

Aqui existe uma diferença importante.

O Seguros Promo atua como plataforma de comparação e contratação de seguros. Já durante uma ocorrência, quando o viajante precisa utilizar uma assistência prevista no plano, o contato normalmente deve ser feito diretamente com a seguradora responsável pela apólice, utilizando os canais indicados nos documentos do seguro.

Segundo as informações divulgadas pelo próprio Seguros Promo, a empresa também oferece suporte aos clientes que enfrentam dificuldades para entrar em contato com a seguradora.

Na prática, portanto, vale deixar os dois contatos acessíveis: o da plataforma onde o seguro foi contratado e, principalmente, o da seguradora responsável pelo atendimento.

O que fazer antes de embarcar?

A melhor hora para descobrir como funciona o seu seguro viagem é quando você ainda está em casa, e não quando está diante de um problema em outro país.

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Antes de fechar seu seguro, reserve alguns minutos para conferir:

  1. Qual é a seguradora responsável pelo seu plano?
  2. Qual é o número da central de atendimento?
  3. Quais são os canais disponíveis: telefone, WhatsApp ou aplicativo?
  4. Qual é o número da sua apólice?
  5. Quais são as principais coberturas contratadas?
  6. Quais são os limites de cada cobertura?
  7. Existem exclusões ou condições específicas que merecem atenção?
  8. Como funciona o atendimento médico?
  9. Em quais situações existe reembolso?
  10. Quais documentos precisam ser apresentados?

Depois, salve essas informações no celular e deixe uma cópia da apólice disponível offline.

Pode parecer excesso de organização para algo que talvez nunca seja usado. E esse é justamente o melhor cenário: ter tudo pronto e não precisar usar.

Seguro viagem não é só contratar e esquecer

O seguro viagem funciona melhor quando o viajante sabe, pelo menos em linhas gerais, como utilizá-lo.

Uma emergência médica, uma receita de medicamento ou uma mala extraviada já são situações suficientemente estressantes. Ter que descobrir naquele momento qual número ligar, onde procurar atendimento e quais documentos guardar torna tudo ainda mais complicado.

Por isso, mais importante do que simplesmente contratar uma cobertura é entender como acionar o seguro viagem e quais são os procedimentos previstos no seu plano.

Também é importante não confundir o seguro com uma autorização para gastar livremente e pedir o dinheiro de volta depois. Cada apólice tem suas próprias regras.

E, quando o problema envolver bagagem, lembre-se de que a companhia aérea também pode ter responsabilidades. A ANAC estabelece procedimentos específicos para casos de extravio, dano e outras irregularidades com bagagens.

No fim das contas, três hábitos resolvem boa parte da preparação: ter os contatos da seguradora à mão, conhecer as principais regras da apólice e guardar todos os documentos relacionados a uma ocorrência.

É pouco trabalho antes da viagem e pode fazer bastante diferença justamente no momento em que você mais precisar da assistência.

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Paula e Roger

Um casal que ama viajar e resolveu compartilhar o mundo pela internet.

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